17 de dezembro de 2017

É, a gente se machuca por nada
Uma palavra boba, um não solto
Coisa muito pequena mas que no nosso mundo é grande
E quanto mais machucados menos esse mundo se expande

Muitas possibilidades para explorar
E a gente aqui, sempre a se limitar
Nossa imagem e nosso ego sempre em primeiro lugar
Mas o que eu quero mesmo é criar asas e voar

Trilhões de coisas pra fazer e a gente só quer uma
Buscando mil coisas só pra encontrar alguma
Passamos muito tempo só procurando respostas
Enquanto isso carregamos o mundo aqui nas costas

Influências de todo lado nos confundindo
A todo instante, mentiras nos iludindo
Sistemas já criados antes de eu nascer
Não preciso desses sistemas inúteis pra crescer

Eu quero uma vida diferente, uma que eu mesmo invente
Na verdade só quero quebrar essas celas que enjaulam minha mente
Celas criadas pra favorecer uns e tirar o conhecimento de outros

Sintonia Imaginária

Acordo e já vou comer algo
Me perguntando como o dia vai ser
O que eu vou fazer, o que não vou fazer
Tudo imaginado

Tudo aqui na mente mente, nada realmente
Na vida real é tudo diferente
Esqueci o que é querer e ter vontade
E viver daquela realidade.

Essa onda está em estado estacionário
Sempre vai e vem, mas nada sai do lugar
Me pergunto se é pra sempre
Se algum dia eu vou me sintonizar





9 de dezembro de 2017

Eu não sou

Eu não sou quem imagino ser
Não sou quem você pensa que sou
Tudo é alterado pela nossa percepção
Pelos nossos sentimentos e conhecimentos...

Como posso ser alguma coisa se tenho a capacidade de ser qualquer uma?
São os meus desejos? Meus gostos? O que eu quero ou não quero ser?

Eu não era isso ou aquilo, eu fui...
Eu fui!

Temos a ideia de ser algo,
Mas estamos limitados pelas próprias palavras e pelos conceitos que atribuímos a elas,
Os quais variam entre diferentes culturas

Somos meros contextos com diferentes interpretações....
Somos palavras polissêmicas, homônimas, neologismos.
Um livro cujo significado muda cada vez que o relemos.

Ou seja, somos tudo e nada ao mesmo tempo.

30 de setembro de 2017

O amor verdadeiro

Aos poucos estou aprendendo o que é amar ao próximo como a si mesmo
Talvez, muitos de nós já tivemos ou ainda temos nossa fase de não amar a si mesmo, pior que isso, de não se reconhecer como parte do todo, integrante da classificação de seres humanos, compartilhando as mesmas características naturais.
O fato de não amar a si mesmo impede de termos o pleno discernimento do que é criado pela nossa mente ou do que é criado pela mente do outro. E a partir disso seguimos caminhos que não são nossos. Desde a educação recebida pelas experiências da vida e também em forma de instruções, fazemos escolhas que nós mesmo não tomamos. Escolhas ligadas ao prazer, ao orgulho, ao reconhecimento da parte como todo e não do todo como a junção de partes.
Ao reconhecer nossos sentimentos e sensações instintivos conseguimos enxergar o outro através de nós mesmos e, por consequência, conseguimos enxergar nós mesmos através dos outros.
Assim, reconhecendo que todos temos esses sentimentos e sensações, conseguimos enxergar todos através de nós mesmos e vice-versa, aprimorando a toda hora o amor ao próximo como a si mesmo.
Esse não é só o princípio básico da aproximação interpessoal como o do amor ao próximo como a si mesmo.

24 de setembro de 2017

O presente existe mesmo ?

Tô pensando aqui...
O presente realmente existe ?

Se levarmos em conta o tempo nessa noção de presente, temos que o tempo presente é incalculável e tende a zero, ou seja, (quase) inexistente.
Digamos que o agora, 18:50 do dia 24/09/17, está acontecendo. Mas os cinquenta minutos das seis da tarde é um tempo muito cheio e longo, se compararmos aos milissegundos que compõem o minuto 50, o que é incrivelmente longo também comparado à quantidade de  nanossegundos que compõem 1 milissegundo e assim por diante.
Como não há limites no fracionamento do tempo, temos o presente como o momento que acontece no minuto 50 e no segundo 1 vezes 10 elevado à menos infinito; o que racionalmente seria tão pequeno, mas tão insignificante que poderíamos aproximá-lo de 0(zero), nulo, nada; o que apesar de não ser nulo é quase impossível de calcular, perceber e sentir.

Com isso, o presente divide-se a todo instante em passado e futuro, ao ponto que quando dizemos que "agora"(a partir de "agora" entre aspas) são 18:50, os 60 segundos desse minuto estão divididos entre passado e futuro, assim como os micro, mili, nano, pico e frações de segundos afins. E como 1  vezes 10 elevado à menos infinito não é um número irredutível temos que o Presente Real ou não existe ou é relativo. Porém o Presente Perceptível é sempre composto de passado e futuro.

E o que isso muda ou vai mudar na minha vida ? Ainda não sei.
Será que vivemos o Passado ou/e o Futuro ? Também não sei ainda.

15 de setembro de 2017

Sem sentido

E, na arte de ser imparcial, perdi meu próprio senso de escolher algo pra mim
Nessa gana de tentar não ser injusto com as pessoas, descobri uma justiça que é bastante relativa
E ao tentar usar de empatia e entender o outro, acabei por perder a habilidade de saber o que eu quero e preciso
Conseguindo reprimir sentimentos indesejáveis, obtive como consequência esse descontrole que me não me deixa sentir nada por nada ou ninguém por muito tempo
Dá pra se perder com muita facilidade, né?
Sem sentimentos,
Sem vontade,
Sem sentidos...
Sem sentido.

10 de setembro de 2017

Ainda bem

Viver o presente planejando o futuro
Olhar o passado e enxergar algo que ainda vai acontecer

Viver o presente descartando possibilidades por causa do que ainda não aconteceu
Tudo por não saber equilibrar os sentimentos instintivos e a razão ou mesmo para poupar-se de repetir algo do passado

"Mas se nada pode repetir-se da mesma forma e as circunstâncias são diferentes por que então esse descarte ? "

É, já anulei esse processo de eliminação de novas chances com essa via de pensamento...
E as coisas repetiram-se.
É.

Fazer o que escolhemos, escolher o que queremos e querer o que não escolhemos.
Engraçado isso.

Apenas sei que esses encontros de probabilidades se distorcem, aumentam e diminuem a toda hora; e isso é muito pra alguém sem tanta experiência.
Errar e acertar são relativos, não é mesmo ?
Ainda bem.

13 de agosto de 2017

Na verdade

Fico me perguntando se a personalidade é só mais uma palavra inventada pra definir uma pessoa ou se é algo importante.
Como definir uma coisa que muda a cada instante ? Será se é "certo"?
Uma quando estamos sozinhos, outra a dois, outra em grupo. É uma coisa meio superficial, entende ?
Ainda depende do humor, da inteligência emocional. Todo um contexto por trás da definição de algo indefinível.
Mentes perdidas em estereótipos que nada mais são que padrões observados, pra não dizer mal observados.
Na verdade somos todos da mesma essência. Fazemos coisas diferentes mas que chegam todas ao mesmo fim, só muda o meio. E nesse mundo cheio de opções e diversidade existem várias maneiras de atingir um fim e o mesmo pode ser "aproveitado" de diferentes modos. Um bom exemplo é o de entrar numa faculdade. Posso querer entrar numa faculdade por vários motivos e há várias maneiras de entrar numa faculdade.

Cansei dessas mentes fechadas, todas olhando de uma perspectiva pontual, ao invés de multifocal.
Dessa falta de ânsia pelo conhecimento, como se já soubéssemos de tudo.
Na verdade, só queremos ser amados.

18 de julho de 2017

Deve ser mesmo

Deve ser triste mesmo. Andar na rua à procura de olhares esperando o inflar do próprio ego.
Deve ser estressante mesmo. Mentir e viver na hipocrisia de pensar que vive uma vida verdadeira. Ter aquela voz de dentro dizendo que tudo é culpa dos outros... como se alguns alguéns tivessem realmente culpa do que está acontecendo à sua volta.
Ah, vê se te enxerga!
Vê se consegue enxergar além da imagem falsa e invertida que o espelho reflete de si.
Quando nem você próprio consegue enxergar-se verdadeiramente.
Quando nem você é dono do próprio saber e comete erros assim como todos.
Quando nem você... é capaz de assumir o próprio erro sem mentir ou atribuir a culpa a quem nem mesmo sabe de quem é a culpa do próprio existir.

Mas quem sou eu mesmo pra lhe dar esses conselhos, né ?
Devo ser só mais um figurante nessa sua novela amarga.
Que apareço apenas de vez em quando com o escopo de não alimentar essa sua ganância imunda e superficial de estar certo a todo momento.

Qual é o sentido disso tudo, se no final iremos virar adubos espalhados pelas terras por aí ?
Mas você não. Até seus restos mortais serão inúteis.
Ficarão separadinhos dentro de um pedaço de madeira cumprindo o mesmo papel dispensável que sua vida apresentou a todos nós.

3 de julho de 2017

Perdidos

Quanta gente perdida!
Quantas vidas vagando por aí aceitando o que nos é imposto exatamente do jeito que é colocado, sem nenhuma mudança.
Lembro-me de quando era mais novo e gostava de ser diferente apenas por ser diferente. Até eu descobrir que o diferente não é tão diferente assim. É tudo conectado.
Conceitos sobre conceitos. Engolidos com ajuda do álcool e com aquele empurrãozinho sádico da tristeza a qual instiga a busca de coisas inúteis.

20 de junho de 2017

Pulse Sensor Arduino

 I was trying to find a pulse sensor code that worked well on my Arduino UNO. I found some complex codes that are difficult to understand and to customize. Some of them were not precise on measuring BPMs. Then I found a way to simplify those codes and I came up with the code I'm about to describe here.

Basically, the signal that comes from the sensor varies from 0-1024 and it's very hard to sense a beat since the signal varies a lot. So, I reduced the scale from 0-1024 to a 0-1 scale by dividing by 512. I noticed that everytime a pulse was sensed it was higher than 512 on the first scale, which will give me 1 on the second scale.
Because there was a lot of false reads, or noises, the sensor would hit the number 1(2nd scale) once in a while. Then created a counter that reduce that noice when counting beats. Everytime this counter is above or equals 4, it'd be probably a real beat.

Sorry, english is not my first language but I hope it helped you.
If you have any questions, feel free to ask me leaving a comment bellow.

//  Variables
int PulseSensor = 0;                 //Pulse sensor is connected to the '0' analog pin
int Signal;                          //Signal Received from the sensor
int base = 0;                        //Base to the measurement
int beat = 0;                        //Number of beats
unsigned long time = 0;              //Current time in milliseconds
int bpm = 0;                         //BPM
int SignalPrev = 0;                  //Armazena o sinal coletado anterior ao atual
int counter = 4;                     //Number of variations that will be despised



void setup() {
   Serial.begin(9600);               // Set's up Serial Communication at certain speed.  
   pinMode(13, OUTPUT);
}

void loop() {

  Signal = analogRead(PulseSensor);                             // Reads the sensor
  Signal = Signal/512;                                          // Reduce the 1024 value scale to 0-1 scale
        
   if(Signal > base && SignalPrev ==0 && counter>=4){           //If There's a pulse and the previous signal is 0
        digitalWrite(13, HIGH);
        counter = 0;                                            // and the number of the signs despised is 4, then
        beat++;                                                
        SignalPrev = Signal;
        
     if (checkTime(time)){                                      //True if 1 minute has passed
        bpm = beat;       
        }  
        Serial.println(bpm);                                    //Prints the BPM value
        beat = 0;                                               // Resets the values
        bpm = 0;
        
     }
   
   }else {                                                                          //Senão, despreze o valor lido e adicione 1 ao
     SignalPrev = Signal;                                                       //número de valores desprezados
     counter++;
     digitalWrite(13, LOW);
   }
delay(100);                                                                         //Atrase a leitura do sinal em 100ms
}

//check if 1 minute has passed
   boolean checkTime (unsigned long temp){
     unsigned long temp2= millis();


      if((temp2-time)>=(60000)){
        time = millis();   
        return true;
       }
  return false;
  }

16 de junho de 2017

Guerra

Pensei que a luta maior fosse comigo mesmo
e que a inocência era um atributo louvável.
Mas não nesse mundo, não com as pessoas que aqui habitam.
Por causa de um ou outro ego pestilento e punhetável.

Pensei que a guerra fosse só no interior,
mas com esse jogo de imitação que é a vida social
nada há de novo e nem de aproveitável.
Nada de bom em ser um sujeito normal.

Tudo isso de requerer aceitação mexe com a mente.
Por que esperar que outros concordem com minhas ideias
se eu e o outro somos pessoas diferentes?
E nessa de encaixar-se com o que já existe
limitam-se os potenciais criativo e evolutivo de cada um inerentes.




18 de maio de 2017

Qual é a sua prisão ?

Olho em minha volta e vejo prisões.
Não prisões físicas, mas essas que enjaulam a nossa mente e limitam o espaço a nossa volta.

Com tanta variedade por aqui, procuramos as mesmas coisas e praticamos os mesmos hábitos, enquanto na verdade a busca por algo que nos é dado assim que nascemos perde-se nos enlaces feitos por nosso cérebro: a LIBERDADE.

Afinal, o que é liberdade ?

Nascemos zerados de conhecimentos, isso é um fato. Ninguém nasce sabendo andar, escrever, falar ou tocar algum instrumento. Tudo que sabemos foi um dia aprendido, seja com os pais em casa, com os amigos na escola ou em qualquer outra situação.

Outro fato é que nem tudo o que aprendemos se aplica a tudo o que vivemos. Ao estar de frente a uma situação diferente da habitual, tomamos ciência de que os mesmo procedimentos antes usados não se aplicam a essa nova circunstância, por exemplo, aprendemos que o fogo apaga-se com água, mas ao deparar-se com uma panela de óleo pegando fogo, o uso de água não cessaria o fogo, pelo contrário, só o aumentaria.

Alguns desses aprendizados são tão normais pra nossa mente que não nos damos conta que estamos fazendo uso dele. Você não pensa muito ao andar ou ao vestir uma camisa, pensa ? Assim, os conhecimentos acumulados ao longo da nossa vida tornam-se normais e não nos damos conta das nossas ações da rotina diária.

Ao longo dos anos, deparamos-nos com incontáveis situações que nos fornecem conhecimento sobre a vida em sociedade e também sobre o meio em que vivemos. Algumas dessas situações limitam nossas ações de diversas maneiras. Por que você acha que as pessoas tem paladares diferentes ? É uma questão puramente física ou relacionada ao que aprendemos ?

Talvez seja essa a maneira que as nossas personalidades são formadas. Se tomarmos como verdade que nossa personalidade é formada e não herdada geneticamente, a extensão de nossas escolhas se aumentam

Vivemos numa sociedade velha, embora ainda não tenhamos aprendido o verdadeiro sentido de liberdade pois o conhecimento das pessoas tem sido aplicado à aquisição de dinheiro e à superioridade interpessoal. Porém, a superioridade interpessoal é também um conhecimento adquirido e passado entre as gerações, assim como a arrogância, o egoísmo e a autossatisfação.

Comemos alimentos sem valor nutricional útil porque é gostoso, e esses alimentos vendem porque as empresas fornecedoras criam um cenário ideal para isso, seja criando novos hábitos, adicionando realçadores de sabor, açúcares ou qualquer outro ingrediente com uma alta taxa de aceitação dos paladares humanos.

Assim como esses alimentos, buscamos aceitação porque aprendemos dessa maneira.

Concluindo esse texto que ficou enorme(haha), nossos aprendizados enjaulam nossa mente e limitam o espaço a nossa volta, criando essas prisões "não-físicas". Todo mundo está preso a alguma coisa, tanto que me faz querer repensar se somos realmente livres.

Todos temos nossas prisões, então, qual é a sua prisão ?



11 de maio de 2017

Em espera

Esperando...
Sempre esperando...

Esperando as pessoas se consertarem com a moral
Esperando o sistema atual das coisas do dia a dia funcionarem de uma forma justa
Esperando o conceito que chamamos de "nossa vida" ser algo que vemos nos filmes ou seriados
Esperando a vida ao seu redor se ajustar e ficar confortável

Cansei de esperar
Na verdade, percebi que não tenho que ficar nesse estado de espera
Esse estado me deixa dependente da ação de outras pessoas
Enquanto minha única ação é a de não ter ação
Esperar...
Entrar em modo soneca...
Hibernar...
E com isso a vida passa, e eu aqui esperando.

Talvez essa espera se dê por conta de sermos ensinados de maneira errada
ou talvez seja imaturidade mesmo.
Imaturidade em pensar que todos serão maduros em praticar a justiça, a equidade e a empatia.

Quando era criança, era mais ativo, estava ligado...
Até a vida me apresentar esse modo hibernar, que... vamos combinar, é bem confortável até certo ponto.
Agora é hora de acordar, apertar o botão de ligar ou mesmo o de reset...
O que importa mesmo é estar funcionando. E não importa se surgirão erros ou não.

27 de abril de 2017

Nova Perspectiva(até quando?)

Analisando minha própria vida e meus próprios pensamentos, cheguei à conclusão de que ando atrás de algo que não sei o que é, mas talvez eu saiba o que não é.
Planejei a minha vida desde o ensino médio, diversas vezes. Não consigo contar porque foram muitas mesmo. Talvez em algum aspecto, isso tenha me dado alguma prudência, um caminho, ainda que ele seja bastante vago.
A verdade é que deixei de gostar das coisas que antes eram ótimas, mas agora nem tanto. Posso atribuir diversos motivos para isso: influência das críticas verbais e não verbais e definitivamente não construtivas de quem estava por perto, medo de não corresponder às expectativas, vontade de agradar outras pessoas, o fato de eu ouvir, ver, gostar, presenciar e pesquisar diferentes coisas e ficar confuso de qual dessas "é a melhor" em duas definições: menos pessoas a julgar mal e mais pessoas a julgar bem .
Esses motivos fazem sentido em várias dimensões, mas um motivo principal que me levou a perder o interesse nas coisas que eu gosto/gostava é o fato de eu querer limitar  meu futuro, e quando digo limitar quero dizer estabelecer qual, como e quando cada coisa vai acontecer. Tenho me cobrado muito em ser O MELHOR em coisas que eu gosto, mas vejo que isso leva tempo, e por não dar tempo ao tempo, me sinto triste e desmotivado a fazer qualquer coisa, a ponto de não gostar mais de fazer o que gosto.(que)
Eu ainda sou muito jovem e inexperiente pra saber como a vida, as pessoas e o mundo vão ser daqui a 5, 10, 20, 40 anos. Posso tentar imaginar e acho até saudável isso, mas há muitas coisas no meio do caminho que ainda não consigo prever. Algo como o que eu vou gostar, as experiências que vou ter passado e como elas vão mudar meu jeito de enxergar a vida.
Lembro que antes de ir à China, estava conseguindo seguir meu plano(que tinha feito até 2024, haha), mas as experiências que vivi nesse intercâmbio conseguiram mudar o que eu queria, o que valia pena "gastar a vida" fazendo, entre outros.
Agora, tomo uma decisão meio irônica: decido que não decido mais nada.
Mas não tomo essa decisão baseada só nas minhas poucas experiências de vida, esse texto me auxiliou bastante:
Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos(ou tudo depende do tempo e do acaso).
Então, já que tudo depende do tempo e do acaso, se eu quiser me envolver em algo, em alguma área ou fazer qualquer outra coisa, tenho que "estar pronto" para isso.
Exemplo bastante hipotético: se quiser ser reconhecido ou ser selecionado pelo meu talento em jogar futebol, se eu der o meu melhor em me preparar as oportunidades só tendem a crescer.

18 de abril de 2017

Nem sei

Ai como essa vida é engraçadinha!
Há muitas perguntas aqui na minha cabeça que não sei responder...
Estou onde eu queria estar?
Sei fazer o que quero fazer?
Quero fazer o que quero fazer?(eta paradoxo)
Estou com as pessoas que gostaria de estar?
Estou utilizando meu tempo bem?
O que eu gosto de fazer?
O que eu não gosto de fazer?
Passo muito tempo em casa?
Sou do jeito que gostaria de ser?
Como os outros me veem?
Vou ficar satisfeito algum dia?
Por que estou fazendo essas perguntas?
Elas realmente importam?
To pensando muito no meu ego?
Qual ambiente gostaria de estar?
Passo muito tempo no computador?
Deveria socializar mais?
Será que gosto mesmo do que eu gosto?
Será que estou idealizando algo?

Muitas perguntas, poucas respostas. Se estivesse numa entrevista de emprego agora, responderia não sei, não sei, não sei e não sei...
Ah...nem sei!

13 de abril de 2017

valeu

será que fomos feitos pra nos comunicar tanto ?
penso nisso muitas vezes
comentários desnecessários, involuntários
palavras inúteis, soltas pra satisfazerem diversos prazeres

experimenta só
ficar sem falar nada que não seja perguntado
ficar sem falar nada sobre cada situação
em vez de reclamar, arranjar uma solução

ou só mesmo o não falar
guarda isso pra ti, fica quieto
aproveita pra pensar

6 de abril de 2017

Põe na sua mala

Essas tantas coisas
que você encuca na minha cabeça
Elas somem com tudo
e fazem com que nada apareça

Dando voltas e mais voltas
Chegam a um só lugar
À perfeita solidão
À separação do ser e o estar

Não sei se é mais triste não confiar em si mesmo
ou não confiar em ninguém mais além de si
O pior mesmo é não confiar nem em um nem no outro
Desconfiar de tudo, de si e de todos que estão por aí

E esse medo encucado
que não sei de onde vem
mas sei pra onde vai:
pra você e aos que do seu lado estiverem

Mas ao contrário do que pensa
Levo em consideração o que você fala,
O que você sente e como você pode se sentir
Isso, porém, tu não põe na sua mala